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dezembro 7, 2021
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ARTIGO: “O socorro que chega ao Planeta Terra”, por Leonardo Mota

Ao abrir a 26ª. Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, esta semana, em Glasgow, na Escócia, o primeiro ministro inglês, Boris Johnson, lembrou que o encontro se realizava na terra do 007, o personagem de vários filmes de espionagem. Buscando inspiração nas proezas do detetive, o primeiro ministro afirmou que todos ali presentes precisariam da mesma coragem para enfrentar os graves problemas climáticos sofridos pelos habitantes do planeta terra. 

E não é pouca coisa que os moradores do planeta enfrentam: incêndios, erupções de vulcões como o das ilhas Canárias, transbordamentos de rios, queimadas em áreas de proteção ambiental, desmatamento em florestas, e ainda aquecimento dos oceanos. Estas são algumas calamidades que atingem as populações de diversos países. Sem falar do aquecimento global, responsável pelo derretimento de geleiras nos polos da terra.  

A Cúpula da Terra

O primeiro grito de socorro foi dado na reunião realizada em 1992 no Rio de Janeiro, que reuniu representantes de quase 200 países. Na época foi aprovada a Convenção sobre Mudanças Climáticas da ONU. Neste tratado, as nações signatárias decidiram estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, para evitar interferências perigosas no sistema climático. O tratado passou a vigorar em 1994 e hoje envolve 197 países.

Foi decidido ainda que a ONU reuniria todos os países signatários para cúpulas climáticas globais, denominadas COPs, que significa ‘conferência das partes’. Nesta COP26, assim como nos encontros anteriores, estarão presentes chefes de Estado e dezenas de milhares de negociadores, representantes do governo, empresas e cidadãos durante os doze dias de conversações. Mais de 30 mil pessoas estão inscritas para participar da reunião em Glasgow, representando governos, empresas, ONGs e entidades da sociedade civil.

O Acordo de Paris

A COP26 deveria ter sido realizada em 2020, mas a pandemia do covid-19 impossibilitou o encontro. A última reunião ocorreu em Paris, em 2015 e ali, pela primeira vez, todos os países concordaram em trabalhar juntos para limitar o aquecimento global a menos de 2 graus, tendo como objetivo chegar a 1,5 grau. Assim nasceu o Acordo de Paris. Os países assumiram a tarefa de apresentar planos nacionais que estabelecessem o quanto reduziriam suas emissões, acertando também que a cada cinco anos voltariam com um plano atualizado que refletiria sua maior ambição possível naquele momento. 

O plano do Brasil: economia verde

O presidente Jair Bolsonaro enviou vídeo gravado para a cerimônia de abertura da cúpula de líderes da COP26. O Brasil tem como representante o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. Na gravação, o chefe do Executivo afirma que o Brasil é uma “potência verde” e que autorizou Leite a apresentar durante a COP novas metas climáticas.

“Temos a maior biodiversidade do planeta, a maior e mais rica cobertura florestal e uma das maiores áreas oceânicas. No combate à mudança do clima, sempre fomos parte da solução, não do problema”, afirmou o presidente na mensagem. Ele anunciou nova meta e prometeu reduzir emissões de gases que geram efeito estufa em 50% até 2030.

Bolsonaro ressaltou ainda que “o Programa Nacional de Crescimento Verde, lançado na semana passada, traz as preocupações ambientais para o centro da agenda econômica”. A iniciativa tem como objetivo aliar a redução das emissões de carbono, a conservação de florestas e o uso racional de recursos naturais com geração de emprego verde e crescimento econômico.

Ao promover uma ‘economia verde’, o programa brasileiro vai orientar as ações de proteção e conservação do meio ambiente por meio de incentivos econômicos, direcionando recursos e atraindo investimentos, de acordo com a Agência Brasil. 

“Com isso, vamos favorecer ações e projetos de conservação da floresta, uso racional dos recursos naturais, redução de emissões de gases de efeito estufa e, principalmente, geração de “empregos verdes”, defendeu Bolsonaro.

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