Participação dos jovens na política brasileira

Participação dos jovens na política brasileira Foto: Derek Hyamson
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Movidas pelo sentimento da mudança, as gerações mais jovens são transformadoras e isso já não é novidade. Em palestra realizada no último dia 14 de setembro, no Congresso Nacional das Relações Empresas-Clientes (Conarec), o fundador da MindMiners (empresa especializada em pesquisa digital), Renato Alves Chu, apresentou uma pesquisa inédita e exclusiva. Chamada de "Jovens digitais e transformadores", a pesquisa contou com 1.330 jovens entrevistados para a coleta de dados e analisou as visões e atitudes dos jovens com relação às tendências sociais e ao trabalho.

Entre os vários dados, a pesquisa indica que jovens entre 31 e 17 anos não estão contentes com as instituições do país. Cerca de 62% dos participantes tem uma opinião negativa com relação ao Senado Federal e, com o Congresso Nacional, a insatisfação aumenta para 65%. O Superior Tribunal Federal (STF) salva-se com uma avaliação mais aceitável, pois cerca de 35% deram resultados negativos e 31% se mantiveram neutros. No que compete aos partidos políticos, 38% dos entrevistados declararam que não existe diferença entre as propostas das legendas, 17% se definiram como liberais e 9% conservadores. Contudo, os jovens se mostram otimistas com o futuro e 57% afirmaram que os melhores anos do país ainda estão por vir.

Atualmente, os jovens constituem uma das maiores parcelas da população brasileira e representam quase 27% do eleitorado brasileiro aptos a votar nas eleições de 2016. Conquistada pelo movimento estudantil brasileiro, a possibilidade de voto aos 16 anos foi incorporada na Constituição Federal de 1988 e é um direito garantido, apesar de não ser uma obrigatoriedade. Segundo pesquisas elaboradas pela Justiça Federal, o combate à corrupção é uma das principais preocupações.

O jovem eleitorado procura, antes de votar, se manter cada vez mais informado sobre os candidatos que se apresentam aos cargos. Nas eleições de 2014, de acordo com as informações da Justiça Eleitoral, 1.638.751 jovens, de 16 e 17 anos, votaram. Para 2016, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estreou mais um canal de relacionamento com o jovem eleitorado - além da tradicional campanha na televisão e no rádio - com investimento na comunicação por meio das mídias sociais. A Campanha do Jovem Eleitor utiliza os chamados memes, que são compartilhados em redes sociais como o Facebook e o Twitter e aplicativos como o WhatsApp.​

Graciete Brito

Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, e pós-graduada em Assessoria de Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas - FACITEC. Foi estagiária em veículos como Revista Foco, Jornal da Comunidade, TV NBR e jornalista com atuação em assessoria de imprensa de entidade sindical e agência de marketing.

 

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