Corrupção e participação política no Brasil: diagnósticos e consequências

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Robert Bonifácio, professor de ciência política na Universidade Federal de Goiás (UFG), e Ednaldo Ribeiro, professor de ciência política na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em texto publicado na Revista Brasileira de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), travaram um debate acerca de qual seria a relação entre a experiência com atos corruptos e o envolvimento em atividades participativas dos brasileiros.

Os cientistas políticos abordam o conceito de participação política, apontam considerações de autores especialistas acerca da relação entre corrupção e orientações políticas, com foco em atitudes e comportamentos, e analisam diversos indicadores. Segundo Robert Bonifácio e Ednaldo Ribeiro, todos os autores especialistas citados no texto esclarecem que “a proximidade do indivíduo com a corrupção torna-o menos suscetível a expressar atitudes políticas correspondentes com os princípios democráticos”.

Além disso, os professores utilizam em diversos momentos do texto o termo “experiência com corrupção” com o objetivo de evitar a posição do entrevistado como corruptor ou vítima. De acordo com os autores, os perfis que aliam experiência com corrupção e participação ou não participação política dividem os casos de maiores possibilidades de permissividade à corrupção. “A corrupção é importante para entender o desengajamento do “cidadão” em atividades da esfera pública, relacionadas ao ativismo político. A percepção e a vivência com atos de corrupção ao longo do tempo potencializam a conformação e a consequente imersão do cidadão em atos corruptos.”, relatam.

Em outro trecho da publicação, Robert Bonifácio e Ednaldo Ribeiro ressaltam que a ideia de permissividade à corrupção se refere a diversas atitudes favoráveis ou, pelo menos, não contrárias à manifestação de atos corruptos na sociedade. “Podemos citar as considerações sobre o “rouba, mas faz” e sobre a compra de votos, o posicionamento em situações hipotéticas de pequenas corrupções, a tolerância ao pagamento de propina, entre outros”, exemplificam. O texto foi publicado na edição número 20, de maio - agosto de 2016.

Clique aqui para ler o debate na íntegra.

Graciete Brito

Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, e pós-graduada em Assessoria de Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas - FACITEC. Foi estagiária em veículos como Revista Foco, Jornal da Comunidade, TV NBR e jornalista com atuação em assessoria de imprensa de entidade sindical e agência de marketing.

 

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