Terceirização e precarização das condições de trabalho

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Devido ao amplo debate em torno da terceirização, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgou, em recente nota técnica, informações que visam comparar as condições de trabalho de quem atua em empresa como terceirizado com as de quem trabalha como contratado. O estudo foi produzido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

De acordo com o documento, em 2014 havia 12,5 milhões de vínculos ativos nas atividades tipicamente terceirizadas e 35,6 milhões nas tipicamente contratantes, ou seja, essas últimas respondem por cerca de um quarto dos vínculos de trabalho formais no Brasil. Observa-se ainda que, em relação aos vínculos ativos e aos vínculos rompidos ao final de 2014, de cada 100 vínculos ativos pouco mais de 40 foram rompidos. Já nos setores tipicamente terceirizados, essa relação é de 100 vínculos ativos para 80 rompidos, o que indica que os vínculos nas atividades tipicamente terceirizadas têm uma rotatividade bem maior.

Além disso, a alta rotatividade também interfere negativamente no tempo médio de duração do vínculo de emprego, e é significativamente maior nas atividades tipicamente terceirizadas. Apenas em 2014, os vínculos nas atividades tipicamente terceirizadas tinham uma duração média de aproximadamente 34,1 meses, ou 2 anos e 10 meses. Já em relação às atividades tipicamente contratantes, a média de duração dos vínculos era de 70,3 meses, ou 5 anos e 10 meses.

Em outro trecho do estudo, observa-se que em relação à jornada de trabalho, 85,9% dos vínculos nas atividades tipicamente terceirizadas possuem jornada contratada na faixa de 41 a 44 horas semanais, contra 61,6% nas atividades que são tipicamente contratantes. Mostra também que a maior proporção de vínculos em atividades tipicamente terceirizadas está no Sudeste, e em seguida na região Sul. No Norte, há menor participação desse tipo de atividade econômica, que corresponde a 19,9%.

Clique aqui para conferir na íntegra o documento.​

Graciete Brito

Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, e pós-graduada em Assessoria de Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas - FACITEC. Foi estagiária em veículos como Revista Foco, Jornal da Comunidade, TV NBR e jornalista com atuação em assessoria de imprensa de entidade sindical e agência de marketing.

 

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