Drogas, epidemia do século

Drogas, epidemia do século Foto: Neto Sousa - PTB Nacional
Publicado em Artigos
Lido 127 vezes

Estamos vivendo a pior epidemia que já se passou no Brasil, graças ao avanço descontrolado do uso das mais variadas drogas. E infelizmente os órgãos responsáveis não parecem terem ainda se dado conta do tamanho do problema. Nas grandes cidades já podemos observar zumbis ambulantes por onde andamos, e inclusive em pequenos municípios do interior esse mal já está tomando conta das ruas.

Hoje se discute muito a liberação de algumas drogas consideradas ilícitas, em um País que vive o caos da corrupção, com alto índice de desemprego e com uma liberdade que já virou libertinagem. Estamos focando de forma errada, mas por que? Simplesmente porque a ganância supera o que é certo. Precisamos ter pulso firme para combater as drogas no Brasil. É necessário ações como fechar as fronteiras, cumprir a lei na prisão de traficantes e de quem é encontrado com posse de drogas, precisamos de um marketing em todas as mídias sobre prevenção, além da necessidade de se criar novas clínicas para desintoxicar usuários.

A atual política de drogas, que proíbe apenas determinadas substâncias, é conhecida na sociedade pela sua permissividade, e todo mundo concorda que o tráfico de drogas é o principal responsável por grande parte dos homicídios no país. Mas as drogas têm um alcance muito mais amplo do que retirar vidas. Elas reproduzem e mantém a desigualdade sócio-racial brasileira, prejudicando o acesso e a qualidade da oferta de serviços como saúde e educação aos trabalhadores, e principalmente para o setor mais necessitado (pobres e negros).

Os investimentos em saúde pública feitos pelo governo brasileiro estão abaixo da média mundial. O governo destina R$3,80 por habitante a cada dia, (ao ano a conta chega a R$ 1.419,84). A média mundial é de US$ 2.800 dólares, (R$ 9.240,00). A cidade de Salvador, por exemplo, investe R$ 0,59 centavos por pessoa ao dia, e é a capital que menos investe no país.

Portanto, precisamos alertar as autoridades, temos que pedir urgência nessas ações, pois as vitimas desse vício a cada dia aumentam mais. Precisamos de providências imediatas, não só pelos usuários, mas também pelas famílias que sofrem e que não encontram uma saída. Muitos usuários acabam se tornando reféns desse universo das drogas, e acabam sendo injustamente envolvidos com criminosos. Os governantes precisam agir e rápido, em socorro de milhões de jovens que estamos perdendo e pelas mães que choram inconformadas.

*Artigo de Graciela Nienov, Presidente Nacional da JPTB

Última modificação em Sexta, 21 Julho 2017 15:55
Graciete Brito

Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, e pós-graduada em Assessoria de Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas - FACITEC. Foi estagiária em veículos como Revista Foco, Jornal da Comunidade, TV NBR e jornalista com atuação em assessoria de imprensa de entidade sindical e agência de marketing.

 

Estamos no Facebook