Ipea aponta melhora no mercado de trabalho

Ipea aponta melhora no mercado de trabalho Foto: Marcos Santos - USP Imagens
Publicado em Estudos
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O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) publicou, no último dia 14 de setembro, informações detalhadas sobre o mercado de trabalho, inclusive com dados de transições separados por faixa etária, grau de instrução e vínculo empregatício. A pesquisa aponta que o segundo trimestre do ano marcou o começo de um processo de recuperação mais nítido no mercado de trabalho brasileiro.

Segundo informações do texto, elaborado pelo técnico de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) da instituição, Estêvão Kopschitz Bastos, a desaceleração da desocupação e a expansão dos rendimentos reais permitiu que 31,7% dos trabalhadores que estavam desocupados adquirissem emprego no período. A queda para 12,8% na taxa de desemprego, registrada no trimestre encerrado em julho, ocorreu devido ao aumento da população ocupada, que teve a primeira variação interanual positiva desde agosto de 2015.

Ainda segundo a publicação, os jovens possuem mais dificuldade de conquistar um emprego e mais chance de serem mandados embora. Dos desempregados com 18 a 24 anos, somente 25% alcançaram uma nova colocação no segundo trimestre e, durante o período de 2012 e 2017, o percentual de trabalhadores com a mesma faixa etária dispensados cresceu de 5,3% para 7,3%. Já os idosos com mais de 60 anos aumentaram em 14% seus ganhos salariais. No segundo trimestre, o Brasil tinha aproximadamente 13,5 milhões de desocupados, dentre os quais 65% com idade inferior a 40 anos.

Os trabalhadores mais qualificados mostram mais chance de sair do desemprego e menor possibilidade de entrar no desemprego. No último trimestre, 33% dos trabalhadores com nível superior que estavam desempregados conseguiram voltar ao mercado de trabalho, enquanto somente 1,9% dos ocupados com ensino superior foram dispensados. Além disso, o desemprego também caiu entre os que possuem ensino médio incompleto, com uma redução de 2,4 pontos percentuais.

Já em relação aos trabalhadores com ensino fundamental completo e incompleto, a taxa de desemprego manteve-se praticamente estável. Metade do contingente de desempregados possue apenas o nível médio.

Clique aqui para a publicação na íntegra.

Última modificação em Segunda, 18 Setembro 2017 19:18
Graciete Brito

Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, e pós-graduada em Assessoria de Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas - FACITEC. Foi estagiária em veículos como Revista Foco, Jornal da Comunidade, TV NBR e jornalista com atuação em assessoria de imprensa de entidade sindical e agência de marketing.

 

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