Ivete Vargas

Ivete Vargas, presidente do novo PTB, recriado em 1980. Ivete Vargas, presidente do novo PTB, recriado em 1980. Foto: Ariovaldo dos Santos/CPDoc JB
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Nascida no município de São Borja, no Rio Grande do Sul, em 17 de julho de 1927, Cândida Ivete Vargas Tatsch era neta de Viriato Dornelles Vargas, irmão de Getúlio Vargas. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança, com apenas três anos de idade. Iniciou sua carreira como jornalista aos 15 anos e trabalhou nos jornais Brasil-Portugal, que mais tarde passou a se chamar Diário do Povo, nos cariocas Diretrizes e Radical e no paulista Folha da Manhã, atual Folha de S.Paulo.

Cursou licenciatura em Geografia, História e Letras Neolatinas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Foi casada com o economista Paulo Guilherme Martins, com quem teve um filho. Iniciou sua vida parlamentar aos 23 anos, em 1950, quando se elegeu como deputada federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro, por São Paulo. Naquele ano, Getúlio Vargas, fundador do PTB, havia sido eleito pela segunda vez presidente da República.


Getúlio Vargas com líderes do PTB, entre eles a sobrinha Ivete Vargas, em 1950.

Na Câmara dos Deputados, Ivete integrou a Comissão de Diplomacia e Tratados e tornou-se embaixadora especial, com diversas missões no exterior. Foi eleita vice-líder do PTB na Câmara em 1957 e, no ano seguinte, assumiu a presidência do PTB de São Paulo. Era membro da Frente Parlamentar Nacionalista e teve sua atuação na política destacada depois da eleição de Jânio Quadros para presidente e de João Goulart para vice, em 1960. Ivete Vargas foi reeleita deputada federal pelo Rio de Janeiro, em 1962, na legenda da coligação formada entre o PTB e o Partido Socialista Brasileiro (PSB).


Presidente Juscelino Kubitschek, Ivete Vargas, Jânio Quadros e Ulysses Guimarães em 1957.

Após o golpe militar de 1964, atuou como vice-líder da oposição e vice-presidente do PTB até a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, em 1965. Com isso, passou a integrar os quadros do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Por cerca de 10 anos ficou afastada do cenário político e, durante final de 1978, uma campanha pela anistia e a luta pela rearticulação do PTB a trouxe de volta. Em fins de 1979, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo liderado por Ivete Vargas ganhou a disputa com o grupo de Leonel Brizola pelo registro do PTB. A partir disso, Ivete tornou-se presidente nacional do partido e foi a primeira mulher a presidir uma agremiação partidária no Brasil.


Brizola visita Ivete Vargas no hospital em 1983.

Foi deputada federal de 1951 a 1969 e cumpriu mais um ano de mandato em 1983, após sua eleição em 1982. Durante sua trajetória publicou dois livros: “Humanismo e renascimento”, em 1945, e “Por que fui cassada - testemunho à nação”, em 1980. Em 03 de janeiro de 1984, na capital paulista, aos 57 anos, faleceu em decorrência de um câncer. Hoje empresta seu nome à Fundação do partido que ajudou a refundar.


Tancredo Neves, Ivete Vargas, Ulysses Guimarães e Lula em 1984.

Graciete Brito

Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, e pós-graduada em Assessoria de Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas - FACITEC. Foi estagiária em veículos como Revista Foco, Jornal da Comunidade, TV NBR e jornalista com atuação em assessoria de imprensa de entidade sindical e agência de marketing.

 

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