Roberto Jefferson avalia importância da Lava Jato para o país

Maria Lydia Flândoli e Roberto Jefferson Maria Lydia Flândoli e Roberto Jefferson
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Em entrevista concedida nessa segunda-feira (17/10) à jornalista Maria Lydia Flândoli, no Jornal da Gazeta, o presidente do Conselho Curador da Fundação Ivete Vargas (FIV) e do Diretório Nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, analisou o impacto da Operação Lava Jato sobre os grandes partidos políticos. “A Lava Jato não é política. Ela é jurídica. Não é a oposição, uma briga política. É uma luta de investigação que cada dia tomamos um susto com o envolvimento das pessoas”, disse sobre a operação.

De acordo com Roberto Jefferson, a verdade sobre a corrupção dos governos do PT está a cada dia mais evidente para o Brasil. O presidente do PTB defendeu ainda o esforço do juiz Sergio Moro. “Ele prendeu os homens mais poderosos na política e os mais ricos do país nas empresas mais poderosas do país. E ele é candidato a que? A cumprir o objetivo constitucional da carreira de magistrado”, considerou.

Para o líder petebista, a Operação Lava Jato ainda mostrará novos episódios de desvios de dinheiro que envolvem as estatais brasileiras. “O cerne da corrupção, o grosso da corrupção, é essa coisa de partido político indicar diretor de empresa pública e de estatal. O que um partido pode fazer numa estatal indicando seus dirigentes? Caixa. As empresas estatais são o braço financeiro das corporações sindicais. Essas corporações sindicais que mais gritam são as que estão perdendo mais caixa, pois elas têm privilégios dentro das empresas estatais. E ricos. Olha o que a CUT fez na Petrobras. Ricos privilégios os petroleiros e a CUT receberam na Petrobras e ficaram quietos assistindo aquele assalto que quebrou a empresa e desestabilizou o Brasil”, ressaltou Jefferson.

Ainda durante a entrevista, o presidente do PTB afirmou que é preciso avançar na política de privatização com seriedade e, com isso, reduzir em pelo menos 60% ou 70% a corrupção. Segundo Roberto Jefferson, nos últimos anos as empreiteiras se tornaram verdadeiras paraestatais, que acabaram consumindo os recursos do governo. “As empreiteiras, que são as paraestatais, sempre viveram nas tetas dos governos municipais, estaduais e federal. Essas empresas que vivem diretamente ligadas a contratos estatais e financiamento de banco público, essas têm problema”, avaliou. O líder petebista ponderou que já as empresas privadas, que são a maioria no Brasil, oferecem emprego à grande parte dos trabalhadores brasileiros e são empresas sérias.

Confira abaixo a entrevista na íntegra.

Presidente Roberto Jefferson é entrevistado pela jornalista Maria Lydia
Graciete Brito

Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, e pós-graduada em Assessoria de Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas - FACITEC. Foi estagiária em veículos como Revista Foco, Jornal da Comunidade, TV NBR e jornalista com atuação em assessoria de imprensa de entidade sindical e agência de marketing.

 

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