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maio 5, 2021
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Alunos protestam contra boicote de pais ao livro sobre a ditadura indicado em escola no Rio

Alunos do Colégio Santo Agostinho, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, fizeram um protesto nesta tarde de sexta-feira, 5/10, contra a tentativa de pais de alunos de suspender o uso do livro "Meninos sem pátria", do autor Luiz Puntel, publicado em 1981.

O romance conta a história de um jornalista do interior de São Paulo que, perseguido pela ditadura militar implantada em 1964, teve que fugir do país. A obra é inspirada no caso do jornalista  josé Maria Rabêlo, criador do jornal mineiro Binômio, que fugiu do país com a mulher e sete filhos perseguido pela ditadura. José, ainda na saga, tem dois filhos e se exila no Chile e na França. (Wikipédia)

Os alunos que lideraram o boicote, pais de alguns alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, que ja adotaram o livro como material didático, alegaram que a obra faria apologia às  crianças à ideologias comunistas.

Segundo Paulo Spilotros, pai de uma das estudantes do Colégio Santo Agostinho, um grupo de pais fez abaixo-assinado contra a suspensão do livro. Ele acredita que não há influência comunista em apresentar um livro que fale sobre a ditadura para os estudantes.

“Eu acho que a gente tem sempre que lutar por liberdade de expressão. Não se retira um livro simplesmente porque um grupo de pais quer politizar a questão, dizer se é comunismo, capitalismo, isso pouco importa. O que a escola tem que mostrar são as várias vertentes, e todo mundo tem que participar”, disse Paulo.

Ainda, contra a censura destes país, a ex aluna do Colégio santo Agostinho, Julia Lorio, de 18 anos, relatou: “É só ler o livro que vai ver que não se trata disso. É uma literatura infantil, é ótimo. Eu li quando tinha 12 anos. Eu estou aqui contra a censura dos pais dos alunos e do Colégio Santo Agostinho”, disse.

Um dos personagens do livro, o jornalista Ricardo Rabelo participou do ato e agradeceu aos estudantes pela iniciativa de lutar contra a censura do livro. Ele conta que foi exilado do país quando ainda bebê é só voltou para o Brasil aos 16 anos.

“O livro resgata um momento histórico do Brasil para que isso nunca mais se repita", disse.

 Foto: Fernanda Rouvenat/G1

Comunicação FIV

Equipe de Comunicação da Fundação Ivete Vargas

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