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dezembro 4, 2022
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ARTIGO: “2021, um ano de superação”, por Leonardo Mota

Estamos chegando ao final de 2021. Um ano ainda com muitas perdas de vida, muitos altos e baixos da economia, muitas incertezas em relação à pandemia. Mas os brasileiros podem comemorar o fim do ano. A fé na cura prevaleceu e a aceitação da vacina levou muitos brasileiros, do norte ao sul do país, a correrem aos postos de saúde para novas doses de vacina. Foi uma vitória da sabedoria popular, que viu na vacina a saída para a pandemia. Vitória também do nosso SUS, uma estrutura de saúde que se distribui por oito milhões de quilômetros quadrados e que serve ao grande e ao pequeno, sem distinção de cor, de sexo ou de condição social. Nas filas do SUS se misturaram cantores e artistas famosos com desconhecidos e todos se sentiram como reis ao receber a picada da vacina.

Não ganhamos apenas a batalha da vacina. Entre idas e vindas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, projetos de leis foram apreciados e votados. Destaco aqui a criação do Auxílio Brasil, que vai garantir uma ajuda salarial a todos os desassistidos, de forma permanente. Uma Comissão de Inquérito, criada para atingir o presidente da República, desperdiçou longos meses, convocou técnicos, donos de empresas e até políticos e não conseguiu produzir um relatório em que tivessem sido descobertos desvios de dinheiro público. A CPI da Covid, assim chamada, insistiu em investigar o governo federal e esqueceu de apontar gastos suspeitos em muitos estados da Federação.

Também se perdeu tempo na aprovação do nome de um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal, dr. André Mendonça. O novo ministro “terrivelmente evangélico”, no dizer do presidente Bolsonaro, acabou sabatinado e aprovado depois de quase 5 meses. Não se discutiu a importância da religião na formação de um doutor em leis. Como se a Justiça Divina não interessasse aos ministros da Justiça terrena. Talvez por isso, a bondade prevalecesse em decisões do tribunal liberando prisioneiros condenados em várias instâncias de cumprir as penas.

Mas a bondade não se fez presente em decisões polêmicas. Este nosso ano, 2021, foi marcado também pela rapidez em condenar os que fizeram críticas ao próprio tribunal federal. Jornalistas, políticos e bloguistas foram presos e impedidos de se defender pelo menos. Um deputado federal foi preso, impedido de usar a tribuna para a qual foi eleito e obrigado a usar tornozeleiras. O presidente de um partido político histórico foi igualmente preso acusado de criticar o tribunal. Tudo isto ocorreu apesar de a Constituição brasileira garantir a liberdade de expressão a todos os brasileiros.

Foi ainda um ano em que se olhou para o futuro e se buscou medidas de diminuir o aquecimento global, em reunião com representantes de quase 200 países em Glasgow. O Brasil assinou as medidas propostas e prometeu impedir queimadas e desmatamentos na Amazônia.

Buscar apoio externo no campo econômico foi também uma -prioridade do governo. Reformando portos e aeroportos ou privatizando rodovias, a infraestrutura deu passos gigantescos para transformar cidades e modernizar as vias de acesso. Uma estrada abandonada por 40 anos, a Rodovia Transamazônica ganhou estrutura nova e já liga a Paraíba, no leste brasileiro, à região amazônica, no oeste do país.  Pesando tudo, não foi um ano perdido. Que venha 2022, com seus novos desafios.

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