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dezembro 4, 2022
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ARTIGO: “2022: 200 anos de independência”, por Leonardo Mota

*Por Leonardo Mota

Uma tela chamada “Independência ou morte” festeja a data histórica: 200 anos de liberdade do Brasil. A tela mostra a cena imortal: Dom Pedro I, parado ao lado do ribeirão Ipiranga, com a espada levantada e, cercado de guardas, afirmando “Independência ou Morte”. Em nome do povo brasileiro, o príncipe assumia o compromisso de libertar o país do domínio português. A tela está no hall principal do Museu do Ipiranga, em São Paulo. Seu autor é o pintor brasileiro Pedro Américo, que concebeu a tela e a pintou na cidade italiana de Florença. Pedro Américo de Figueiredo e Mello nasceu em Areia, na Paraíba, em 1843. Pintor, desenhista, professor, caricaturista, escritor.

A independência foi o passo importante para a organização do estado brasileiro. "Significou soberania para que o país pudesse estabelecer suas normas políticas e sua administração pública. Tanto é que dois anos depois, o Brasil já tinha sua primeira constituição", explica Carla Ferretti, professora de História do Brasil da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Na época, o clima político era favorável à libertação, já que a corte portuguesa havia voltado para Lisboa e os proprietários rurais brasileiros lutavam por mais independência e temiam manifestações de domínio português. Inspirando-se na guerra da Independência dos Estados Unidos, os povos latino-americanos também se movimentavam em busca de independência política.

Mais independência, novas leis, uma primeira Constituição. Foi assim que o estado brasileiro foi se organizando e se constituindo, primeiro como império e depois como república. Um país que nasceu democrata. Organizando-se em três poderes, harmônicos entre si, o governo brasileiro promulgou novas constituições, em dois séculos, ampliando os direitos da população e a abrangência da federação.

Assim chegamos a 200 anos. Entre confrontos, revoltas e várias crises, somos uma democracia. A população elege seus presidentes, governadores, prefeitos, deputados e senadores. E vê crescer o número de partidos políticos, todos almejando mais poder.

A disputa pela presidência

Estamos comemorando os 200 anos de independência ao mesmo tempo em que teremos que eleger um novo presidente da República. Que futuro o brasileiro quer para o Brasil? Esta é a questão fundamental a que todos terão que responder em outubro de 2022. Como preservar os ideais da independência que nossos avós apoiaram há 200 anos? Garantir as regras eleitorais da democracia? Ampliar os direitos constitucionais que tornam os brasileiros mais iguais?

A responsabilidade aumenta a medida em que vai crescendo o número de candidatos ao cargo maior, o de presidente da República do Brasil. Nossa Constituição é abrangente e permite que qualquer brasileiro com mais de 35 anos seja candidato ao cargo. Pode ser um sonho para alguns, que se veem sentados no terceiro andar do Palácio do Planalto.

Quase ninguém conhece direito os deveres de um presidente. As dificuldades de governar incluem fazer leis de alcance nacional, conquistar o apoio dos diversos partidos políticos no Congresso Nacional, impedir que o Supremo Tribunal Federal assuma a função de governar que é exclusiva do poder presidencial.

Numa época de liberdade de imprensa e de práticas de fake news que impedem que possamos acompanhar com honestidade o dia a dia dos candidatos, é preciso paciência e discernimento para não acompanhar candidatos errados.

Uma regrinha é fundamental para evitar enganos nos votos. Não ouvir mentiras ou falsos debates entre os candidatos. Afinal, seu voto pode eleger despreparados, ou pessoas que já se mostraram ineficientes em governos anteriores. A lei da ficha limpa ainda está em vigor e serve de alerta para impedir de colocar na cadeira alguém que já errou muito no passado.

Será um ano inteiro para pensar. Enquanto isto, vamos comemorar 200 anos de independência e descobrir o quanto o Brasil já avançou em relação ao passado. Com isso, poderemos descobrir que país queremos.

* Leonardo Mota é jornalista e consultor de comunicação

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