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setembro 26, 2022
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ARTIGO: “O que precisamos mudar na política”, por Leonardo Mota

* Por Leonardo Mota

O ano de 2022 chega com muitas incertezas e algumas verdades no campo da política. Para começar, será um ano marcado pelas eleições gerais, que vão renovar toda a Câmara dos Deputados e parte do Senado Federal. Vamos eleger governadores e deputados estaduais e vamos enfrentar uma campanha presidencial, onde os ânimos estarão acirrados entre o presidente Jair Bolsonaro, buscando a reeleição, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Antes mesmo de enfrentar as campanhas eleitorais, um problema precisa ser resolvido: afinal, a pandemia acabou? Gostaríamos de dizer que sim, mas os números não mentem e neste janeiro de 2022 a divulgação de novos casos no mundo inteiro espanta. Dois milhões de casos somando tudo por dia de ômicron, a variante leve da Covid. No Brasil 200 mil casos em 24 horas. Os leitos de UTI voltam a ser ocupados de norte a sul do país. No Rio e em São Paulo, os tamborins não tocam, as fantasias continuam nos armários, mas a vontade de cair no samba é maior do que a velha regra sanitária: fique em casa.

Ficar em casa não está impedindo os vírus de proliferarem pelas cidades brasileiras. E olhe que ainda estamos de férias nas escolas e nas repartições públicas. As variantes da Covid disputam o primeiro lugar com a gripe Influenza, e as filas crescem em postos de saúde e farmácias no país para conseguir testes que indiquem que doença ataca mais. Vacinas, remédios, filas e mais filas nos postos. E o pânico passa de pais para filhos. As máscaras voltam a
sair das gavetas e se tornam a única arma para impedir a proliferação viral.

Um começo de ano nada animador. As chuvas, alagamentos e desabamentos acrescentam um tom macabro a este janeiro de 2.022. Se nos dois anos anteriores não tivemos notícias de mortes de crianças agora esta dor alcança muitas famílias. O quadro deplorável deste janeiro atinge, também, a movimentação política em torno de cargos a serem disputados. Se as agremiações buscam entendimento em torno de campanhas estaduais, tentando alinhavar apoios possíveis, alguns acordos assustam. O que pensar da união entre PSDB e PT, ferrenhos adversários por 20 e poucos anos, e que agora juram que nunca foram tão próximos? A chapa Lula-Alkmin para disputar a Presidência consolidou a união num jantar muito bem regado a vinhos franceses e que atraiu lideranças políticas variadas que compareceram em São Paulo em busca de algo mais do que camarões e lagostas.

Candidatos habituados a concorrer pela presidência não foram convidados ao jantar em São Paulo, mas já garantiram suas presenças na disputa. Ciro Gomes concorre pela quarta vez e já está selecionando frases guardadas nas gavetas das últimas eleições. Marina Silva desistiu desta vez. E o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que foi liberado da prisão pelo STF, mas não teve seus crimes perdoados, tenta esconder a ficha suja por um estratagema: amigos endinheirados compram pesquisas eleitorais que colocam o ex-presidente nas alturas. É só ver quem paga a pesquisa: advogados, Folha de São Paulo, o PT e alguns empresários entre os que lucraram indevidamente no governo petista.

Ganhar no tapetão é o jogo que abre a campanha eleitoral neste janeiro chuvoso, doente e triste. Esperemos que a verdade prevaleça em 2022, e que cheguemos ao fim do ano festejando melhores dias.

* Leonardo Mota é jornalista e consultor de comunicação

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