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agosto 16, 2022
Economia Noticias

Impactos negativos da reforma trabalhista e novas propostas de alterações são discutidas em seminário na Câmara

O deputado Bohn Gass (PT-RS) é um dos autores do requerimento que abriu a discussão na Casa do Povo, sobre os impactos da reforma trabalhista, com base nas alterações vigentes na nova CLT.

O seminário, organizado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara, teve início às 9 da manhã, no Auditório Nereu Ramos, e durou o dia todo. Contou com a presença de  convidados para debater o tema com os parlamentares, representantes do governo, de centrais sindicais e do Poder Judiciário.

Foram  abordados aspectos na discussão, como, o questionamento sobre a promessa não cumprida pelo governo, sobre a criação de milhões de empregos, além do ainda grande contingente de desempregados e trabalhadores exercendo ofício sem carteira assinada, e o aumento do trabalho informal.

O que diz o Ministro:

O ministro do Trabalho, Helton Yomura tem defendido que um dos indicadores de que a reforma trabalhista foi positiva está nos dados de crescimento do emprego com carteira assinada no País. O último registro, de maio, mostrou crescimento em relação a abril e, no ano, o saldo é de 381.166 postos de trabalho, disse  o ministro.

Presidente da comissão defende:

O deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), que é presidente da Comissão de Trabalho, afirma que as divergências em torno da reforma são apenas ideológicas.

Segundo ele, os direitos foram ampliados, “dando a segurança de que, através dos acordos coletivos de trabalho, com força de lei, possibilita ao trabalhador a forma mais vantajosa de usufruir desses direitos."

Oposição à Reforma:

Um dos autores do requerimento é contrario à reforma trabalhista e na mesma linha de pensamento, o deputado Bohn Gass disse,

“Toda a legislação da reforma trabalhista foi um fiasco”, sobretudo a promessa feita na época, pelo governo, de criação de quatro milhões de empregos. Ninguém do governo consegue mais sustentar essa mentira. Tivemos, ao contrário disso, aumento da taxa de desemprego, perda de vagas com carteira assinada, sem falar, que em maio passado, vimos a massa ocupada informalmente superar a de trabalhadores legalizados”, afirmou o deputado.

O deputado ainda afirmou que as 10 mil,vagas por período intermitente foram em sua maior parte formas de contratação promovidas para agradar o empresariado, por isso, não ajdaram na criação de novos empregos, e atenderam na maior parte demandas sazonais do comércio, explicou.

"Vamos trabalhar para que esse estatuto possa ter sua aprovação, que é, na verdade, uma nova CLT, e repor artigos retirados. E vamos reunir todos os projetos, de diferentes deputados, de diferentes partidos, e fazer uma articulação desses projetos para levar à votação na Câmara", adiantou.

Bohn Gass vai participar de uma mesa de debare no seminário sobre a qualidade do emprego após a reforma e os impactos econômicos. Também serão analisados pontos como a aplicação da reforma no sistema de Justiça, e a ação dos sindicatos e das centrais sindicais diante das mudanças.

Foto: Câmara dos Deputados

 

 

Comunicação FIV

Equipe de Comunicação da Fundação Ivete Vargas

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