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fevereiro 1, 2023
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Mais mulheres, negros e deficientes no Congresso que saiu das urnas

Analistas políticos que se debruçaram sobre o resultado que emergiu das eleições de 2018 afirmam que o eleitor brasileiro mostrou uma forte rejeição aos partidos e políticos tradicionais e impôs uma ampla renovação aos quadros do Congresso Nacional.

Na Câmara dos Deputados, 52,54% dos parlamentares não farão parte da legislatura que se iniciará em fevereiro de 2019. Já no Senado a mudança foi ainda mais radical: nada menos que um índice de renovação de 85,19%.

Dessa aura de mudança verificada nas urnas de todo o País, sobretudo pelos principais focos de alterações na composição das duas casas do Congresso, os analistas políticos extraem a predominância do pensamento conservador, principalmente verificada com a disparada do PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, cujo desempenho superou qualquer expectativa até mesmo da sua direção.

O PSL elegeu 52 deputados federais, movimentados por puxadores de voto em vários estados do país, com menção especial para o 1,8 milhão de votos recebido por Eduardo Bolsonaro (PSLSP), filho de Jair Bolsonaro, que superou o recorde de Enéas Carneiro, do antigo Prona, e se tornou o deputado federal mais bem votado da história brasileira.

No Senado, o PSL terá presença mais tímida, com apenas quatro dos 81 senadores, considerando que 27 dessas vagas foram preenchidas em 2014 e não estavam em disputa na eleição deste ano. No entanto, a legenda conseguiu superar quadros desfavoráveis e obter vitórias inesperadas, caso do deputado Major Olímpio (SP), eleito senador emSão Paulo em primeiro lugar, desbancando o favoritismo do vereador e ex-senador Eduardo Suplicy (PT).

Os analistas políticos chamam também a atenção para o fenômeno que se deu com o desempenho da Rede Sustentabilidade, o partido da ex-ministra e presidenciável Marina Silva, que elegeu cinco senadores, apesar de ter feito apenas um deputado federal.

Como a Rede não atingiu a cláusula de desempenho mínimo, o partido ficará sem Fundo Partidário e propaganda no rádio e na televisão, o que, segundo os analistas, levará o partido a repensar seus próximos passos, além de poder ver seus eleitos migrarem para outras legendas. Um outro aspecto interessante verificado neste pleito de 2018 foi a intensa queda de parttidos poderosos como o PSDB e o MDB, afetados pelos movimentos de imigração de eleitores para partidos mais à direita e com discurso crítico ao sistema.

Esta redução de força, entretanto, não se deu com o PT, que deve polarizar com o PSL o domínio da futura Câmara. Apesar de PT e PSL serem as maiores bancadas, juntas as legendas só ocupam cerca de 10% das vagas na Câmara, o que reduz sobremaneira a sua força na hora das negociações de votações. Mais mulheres, mais negros e mais deficientes.

Pela primeira vez na história do país, teremos um senador assumidamente gay: Fabiano Contarato (Rede-ES), delegado da Polícia Civil que estreou na política derrotando nas urnas dois veteranos que as pesquisas apontavam como favoritos.

Aos 27 anos, o também capixaba Felipe Rigoni (PSB) se tornou o primeiro deficiente visual a conquistar uma cadeira na Câmara. Veremos ainda a primeira mulher indígena a ostentar o broche de deputada federal. Joênia Wapichana (Rede-RR), que se formou em Direito para defender melhor a causa dos povos indígenas, se elegeu deputada por Roraima.

Forte renovação – Dos 32 senadores candidatos à reeleição, apenas oito se elegeram. A taxa de derrota eleitoral, portanto, foi de 75%, índice excepcionalmente alto e muito superior ao previsto por todas as pesquisas de intenções de votos.

A renovação também foi grande na Câmara, onde 157 deputados (43% dos 362 que eram candidatos à reeleição) não tiveram a aprovação dos eleitores. Para se manter no poder, os parlamentares, entre outras medidas, haviam reduzido o tempo de campanha de 90 para 45 dias e aumentado para R$ 2,6 bilhões os recursos públicos destinados aos partidos neste ano.

Não foi o suficiente, e o desejo de renovação política da população falou mais alto. Num cenário de maior radicalização e no qual os dois maiores partidos se opõem por completo na orientação política, é certo, segundo os analistas, que não faltará gente para jogar gasolina em incêndio se houver oportunidade.

Como a extremaesquerda (no Brasil restrita ao PSTU, PCO e PCB) permanecerá fora do Congresso, será fundamental verificar também os rumos que tomará o petismo, que conserva absoluta hegemonia na esquerda brasileira. Em geral moderado e conciliador quando exerceu o poder, o PT radicalizou o discurso desde o impeachment de Dilma e elevou o tom após a prisão de Lula.

FUNDAÇÃO IVETE VARGAS

 

Comunicação FIV

Equipe de Comunicação da Fundação Ivete Vargas

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